na fazenda


Antes do café chegar à xícara há um longo caminho cheio de desafios e transformações. A produção de cafés especiais exige bem mais que paixão pela bebida: exige uma paixão pela vida, pelo meio em que vivemos e tudo o que existe ao nosso redor.

Na década de 60 iniciou-se o cultivo de café commodity na Fazenda São Judas, no sítio Bela Vista, após tentativas com outras culturas, como a pecuária e o cultivo de cebola.

A transição para a produção de cafés especiais começou em 2015 com o Q-Grader Leandro Salles, que possuía experiência na área após trabalhar para uma grande exportadora de café.

Após constatar o potencial que o café produzido na fazenda da família apresentava e identificar as oportunidades que o mercado passou a oferecer com a terceira onda, Leandro iniciou as modificações em todo o processo para potencializar as características que transformariam os cafés commodities em especiais.



Desde o início do cultivo do café foram feitos testes para identificar maior rendimento na produção e na qualidade. Tudo é feito de forma manual e seletiva, desde o manuseio do solo e adubação até a colheita.

A fazenda está localizada em São Sebastião da Grama SP, região da Média Mogiana, também conhecida como Vale da Grama, fazendo divisa com cidades do sul de Minas Gerais.

Os pés de café estão plantados em altitude entre 1100 metros e 1270 metros. O microclima no cafezal, cuja temperatura média é 21°C, e a baixa umidade favorecem a produção do café de alta qualidade.



Os grãos são colhidos em peneiras e levados para o terreiro suspenso, onde passam pela secagem natural à sombra.

É feita, então, a classificação básica dos cafés, que envolve o controle da umidade e seleção dos melhores grãos. São cerca de 72 dias para atingir a umidade ideal para torra.

São produzidas as variedades Icatu 40/45 vermelho, mundo novo vermelho, catuaí amarelo 162, bourbon vermelho, catucaí vermelho, Iapar 103vermelho.

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